18 de dez de 2007


O som do silencio...

Apenas a brasa do cigarro e meus pensamentos em acompanham...

Reparo como o nada as vezes é reconfortante, nos acolhe sem pedir e sem julgar...nada.

E nesse vácuo, penso que o seu oposto se resume em algo tão simples que nos parece mais complexo que toda a teoria filosófica mundial!

Companherismo...sim, apenas isso...

Não importa as afinidades e os defeitos...os opostos ou as igualdades.

O que se sente, sentiu ou sentirá se não temos a real e plena cumplicidade...
Aquela que quebra barriras, que não tem limites, tabus, medos e receios.

Aonde o que é verdade, justo, certo....incorreto, desleal, sujo e mentiroso perde totalmente seu valor e se torna parte de algo acertado, compreendido, realizado e incólume!

Afinal é apenas nesse momento, nesse submundo das relações, que realmente se encontram pessoas desnudas de alma e coração...pessoas de carne e osso sem nada mais, nada menos do que a sua real e absoluta personalidade única.

Personalidade a qual todos julgam amar e admira e se apaixonam, mas que não passa de uma tela branca aonde pintamos nossos desejos, projeções e anseios...maquiando o que nos desgrada e realçando o que gostamos, criando fantoches que não fazme companhia e não são cumplices....

Apenas ....são...movimentados por fios pelas nossas mãos....o silencio continua...ultima tragada no cigarro.

2 comentários:

Rudolph disse...

Vc precisa fumar menos, e atender mais ao telefone :)

Armand disse...

Hi Dear...

Espero encontrar-lhe bem?!
Fiquei encantado com este poema, com o gosto incomum e sua sensibilidade, vindo de um Libriano o qual desconheço, afinal é apenas nesse momento, nesse submundo das relações, que realmente se encontram pessoas desnudas de alma e coração...pessoas de carne e osso sem nada mais, nada menos do que a sua real e absoluta personalidade única."

Abraços de um admirador,
Raphy's Turunen.

mariusderommanus@hotmail.com