22 de jan de 2008



Elis iludi com seu canto de ossanha, acendo o cigarro...

Nessa estrada que sigo, quando penso que depois da curva vem uma reta, chego em uma encruzilhada.

Não sei realmente qual o melhor caminho a se tomar, também sei que essa minha necessidade de chegar numa reta talvez seja apenas meu desejo de ver o horizonte e me sentir mais próximo dele.

É covardia querer uma orientação, mas é humano pedir por orientações.
medo de virar em uma das alternativas que volte a uma paisagem ao qual não quero rever.
receio de outra me levar a uma distancia a qual não quero percorrer novamente, preguiça talvez ou apenas um alerta sobre os pedregulhos que ja pisei.

Mas, ficar parado não é uma opção, decidir é preciso e quem sabe Éolo não me sopre na direção certa?

Vislumbro nessa pequena e crucial parada, miragens ( talvez) que me acalantam a alma ao mesmo tempo que a atormentam como a tempos não acontecia:
Um cavalo branco
Um cavaleiro
Simbolos que não possuem significados
e um rapaz cavalheiro
eles rodeiam, aparecem e somem e se postam cada um em uma das estradas

O cavalo me sussurra:
"O homem que diz dou, não dá
Porque quem dá mesmo não diz"

O cavaleiro me alerta:
"O homem que diz vou, não vai
Porque quando foi já não quis"

Os símbolos representam:
"Homem que diz sou, não é
Quem é mesmo é não sou
Tô, não tá, ninguém está quando quer"

E o rapaz sorri dizendo:
"Coitado do homem que cai no canto de Ossanha, traidor
Coitado do homem que vai atrás de mandinga de amor"

Fecho os olhos....Elis se cala e dou a ultima tragada no cigarro

Um comentário:

Rodrigo Rudi de Souza disse...

O seu BLOG é doce. É pura poesia. É clean. Muito bom, continue escrevendo e utilizando a escrita de forma coerente.

Um beijo, seu chato rs!

Rodrigo.